Posts de Maio, 2008

Artur da Távola

Sexta-Feira, 16 de Maio de 2008

Vi no Jornal do Senado (assine aqui) uma notícia que me deixou triste: o ex-senador Artur da Távola faleceu.

Paulo Alberto Monteiro de Barros - nome de batismo de Artur da Távola - era jornalista e escritor, além de político. Começou sua vida política em 1960, elegendo-se deputado estadual do antigo estado da Guanabara pelo PTN. Em 1962, elegeu-se depudado constituinte pelo PTB, mas foi caçado pelo Regime Militar, exilando-se, de 1964 a 1968, na Bolívia e no Chile. Durante a redemocratização, foi um dos fundadores do PSDB e líder da bancada do partido na Assembléia Constituinte de 1988. Foi também deputado federal de 1987 a 1995 e senador de 1995 a 2003.

Eu o conhecia através seu programa na TV Senado, Quem Tem Medo de Mùsica Clássica? Não conheço muito de sua obra política, mas como apresentador e professor, ele era fascinante. Esbanjava conhecimento e carisma em cada um dos episódios, que terminavam sempre com a seguinte frase:

Música é vida interior, e quem tem vida interior jamais padecerá de solidão.

Artur da Távola faleceu na última sexta-feira, dia 9. Ele já vinha sofrendo de problemas cardíacos desde de agosto de 2007.

Para mais informações, veja a notícia no Jornal do Senado, na Folha Online e, naturalmente, seu artigo na Wikipédia.

Nota: muita gente chegou aqui digitando “Artur da Távora” nos mecanismos de busca. Bem, foi tanto um erro meu quanto um engano nas pesquisas deles. O nome correto é “Artur da Távola”.

A maldição do soneto

Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

Desesperadamente, linha a linha,

escrevo os versos desse meu poema

tentando aliviar a dor mesquinha

que violentamente a mim se algema

pois cada verso é um guia que encaminha

um pouco dessa depressão extrema

ao mundo lá de fora e que da minha

cabeça tira um pouco do problema.

Verso a verso, eu expulso lentamente

dor, rancor, solidão, ódio, tristeza

da minha mente tristemente presa.

Mas de que vale, se da minha mente,

de tantos sofrimentos tão perversos,

só posso aliviar quatorze versos?

circa 2005

Esse é só um soneto que escrevi ha um bom tempo e, depois de uma “reforma”, ficou bom o suficiente para publicar. Não estou deprimido nem nada disso no momento :)