A maldição do soneto
Quarta-feira, 7 de Maio de 2008Desesperadamente, linha a linha,
escrevo os versos desse meu poema
tentando aliviar a dor mesquinha
que violentamente a mim se algema
pois cada verso é um guia que encaminha
um pouco dessa depressão extrema
ao mundo lá de fora e que da minha
cabeça tira um pouco do problema.
Verso a verso, eu expulso lentamente
dor, rancor, solidão, ódio, tristeza
da minha mente tristemente presa.
Mas de que vale, se da minha mente,
de tantos sofrimentos tão perversos,
só posso aliviar quatorze versos?
circa 2005
Esse é só um soneto que escrevi ha um bom tempo e, depois de uma “reforma”, ficou bom o suficiente para publicar. Não estou deprimido nem nada disso no momento :)