Medo

Frequentemente, tenho medo.

Tempestade marítima com alguns botes e rochedos

Tempestade marítima com alguns botes e rochedos

Não há razão para o medo; digo, nenhuma razão específica. Apenas sinto a contração do estômago, os calafrios sob a pele e um tremor de pernas. Há, sim, razão para o medo, mas a razão está sempre lá: a possibilidade da escolha errada, a irreversibilidade das atitudes, o risco no próximo passo. Eu devia sentir medo sempre.

Navios jogados à costa em uma tempestade

Navios jogados à costa em uma tempestade

Entretanto, não preciso parar por medo. O medo geralmente não é sinal de perigo – mas sim de ignorância. Para além do medo, alcancei mais, aprendi mais, produzi mais. Quando temo o próximo passo, ou o primeiro passo, lembro que posso mais do que imagino, e que os riscos podem valer a pena; assim, mesmo com medo, avanço. A perna de minha decisão caminha, trêmula, para o destino obrigatório. Minha mente pesa de pavor e sorri, como o halterofilista após superar seus limites.

Pôr-do-sol

Pôr-do-sol

Afinal, nem este visitante não é tão ruim se o anfitrião se impuser.

Anúncios

Tags:

6 Respostas to “Medo”

  1. pedro Says:

    De quem são as pinturas, Adam? :)

  2. Katie Says:

    Agora eu tô com medo.

    :P
    afinal, uma suspensão do juízo.

  3. Giovana Says:

    Medo é tão relativo. Talvez medo esteja relacionado ao arriscar, à possibilidade que existe de dar errado. Mas medo é tão pessoal, que às vezes se torna patético. Ou não. Mas aprendemos a lidar, é assim, sempre. Passa!
    Talvez eu não devesse estar falando sobre isso aqui, mas resolvi falar mesmo assim. Achei seu blog em uma das minhas andanças pelo google, li o seu post sobre a UnB, a sua despedida! E você me fez enxergar com outros olhos o que eu não gostei, o que me fez sentir medo. Comecei esse semestre a cursar o mesmo curso que você cursou lá, e a sua primeira impressão sobre a UnB foi bem diferente da minha. Talvez o seu texto tenha tirado de mim uma parte do medo que eu sentia. Como abrir a mente. O medo é mesmo relativo e pessoal. E, talvez, seja mesmo sinal de ignorância!

    Brigada mesmo!

    • brandizzi Says:

      Bem, Giovana, eu disse que o medo é sinal de ignorância porque tememos mais os resultados que desconhecemos que os conhecidos. Eu sinto medo de andar em um beco escuro, pois posso ser assaltado, mas não sinto medo de pular na frente de um carro em movimento: eu simplesmente nunca faria isso! Se me perguntarem se eu teria medo de pular, diria que sim, claro, mas eu não sinto esse medo na maior parte do tempo, porque já sei conviver com carros etc.
      De qualquer forma, parabéns pelo início do curso! Há muitos problemas na UnB em geral e no CIC em particular, mas acredite, é um privilégio estudar lá. Espero que sua experiência seja tão construtiva quanto a minha foi e, se precisar de ajuda, conte comigo :P
      Até!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: