Archive for novembro \27\UTC 2010

Aberturas de Duck Tales em vários idiomas

sábado, 27 \27\UTC novembro \27\UTC 2010

Eu queria escrever algo interessante aqui, e há muita coisa que até queria comentar, mas no momento tenho consciência da minha irrelevância e ignorância. Além disso, a Internet me pediu para escrever um post cheio de aberturas de Duck Tales em vários idiomas. Refestele-se.

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Mar

segunda-feira, 15 \15\UTC novembro \15\UTC 2010

Eu nunca gostei muito do mar. Deve ser coisa de quem nasceu no cerrado, mas o mar também não ajuda.

Mar de Ipanema, em uma cor semelhante a turquesa, com uma onda e três banhistas. Céu azul limpo e uma ilha no horizone.

O mar sujou a lente da minha câmera fotográfica >:(

Por exemplo, o mar não é tão romântico quanto se pinta. Veja só, quando minha namorada veio do Distrito Federal para cá, eu lhe dei uma rosa, que ela deixou aqui quando voltou para casa. Eu não iria simplesmente jogar a rosa no lixo, oras: fui à Pedra do Leme e joguei a rosa ao mar, pensando nela… Quando contei isso à namorada, ela perguntou se eu disse algo como “Mar, leve esta rosa para meu amor”. Obviamente, eu não pensei: o mar não iria chegar ao Distrito Federal… Assim, mesmo depois de todos os meus esforços, o mar quebrou o clima.

Em primeiro plano, plantas rasteiras. Depois, rochedos. Após, o mar azul com ondas e, no horizonte, céu azul e algumas ilhas.

Olhando assim, nem parece um lugar terrível

Entretanto, o pior do mar é o medo que me causa. Como posso saber que a água não está cheia de esgoto? Que não há alguma  toxina mortal ali? E o risco de ser devorado por uma água-viva? Pior ainda: se já existem seres comocobras-do-mar, ouriços-do-mar, escorpiões-do-mar, quem garante que não surgirá um ebola-do-mar, e eu serei o paciente zero? Ideia ridícula, me dizem, isto nunca aconteceria. Ficaram nessa conversa de “isto nunca aconteceria” sobre o mar até que, do nada, surge a vida.

Uma praia com areia branca e mar azul ao fundo. Vários guarda-sóis vermelhos e pessoas na areia.

Vítimas indefesas

A verdade é que o mar do Rio de Janeiro também não ajuda. O mar de Copacabana, por exemplo, é muito forte. Eu mesmo, um marmanjo de 100 kg distribuídos em 1,85 m, começo sempre brincando e termino me arrastando para o calçadão com as costas em carne viva e fratura exposta. Essa violência toda deve ser bullying contra novatos, só porque estou aqui há somente alguns meses e o mar há uns quatro bilhões de anos.

Ok, essa parte aqui até é bonitinha

Mas podem escrever: não me darei por vencido! Todo fim-de-semana que passo no Rio, faço questão de andar por toda a praia de Copacabana até o Leblon. Ainda aprenderei a gostar do mar! Neste dia, poderei, finalmente, sair de todos os flamewars políticos, econômicos, religiosos, culturais e técnicos dizendo que bom mesmo é praia.

Pedra do Leme: fotografia tirada de cima de um rochedo (a Pedra do Leme). Vê-se parte do rochedo em primeiro plano, com várias pessoas nele. Abaixo, as areias de uma praia e um mar azul escuro. Ao fundo, céu claro no horizonte e alguns prédios à esquerda.

Na verdade, estou de brinks, já aprendi a gostar do mar. Meu negócio é dar vontade em vocês com essas fotografias.

De um livro a outro

segunda-feira, 8 \08\UTC novembro \08\UTC 2010
Livro "Orgulho e Preconceito"

Orgulho e Preconceito

Terminei de ler Crime e castigo esta semana e comecei a ler Orgulho e preconceito. O efeito de começar a ler o livro de Jane Austen depois do de Dostoiévski é semelhante ao de sair de um quartinho escuro de São Petersburgo diretamente para os campos verdejantes de Hertfordshire: os olhos ardem com a luminosidade exagerada.

Crime e castigo é um livro forte, dramático, triste, tenso; esperava aliviar a tensão do livro lendo algo mais leve. Orgulho e preconceito é um livro suave e divertido, então foi o candidato natural, mas não dá. Lê-lo agora me dá vontade de matar Miss Bennet a machadadas. Jane Austen me conquistou com a primeira página deste livro – mas não estou em condições de lê-lo.

Moby Dick

Vou ler algo intermediário. Talvez Moby Dick, talvez O vermelho e o negro (sobre o que não sei nada, mas não pode ser tão triste quanto minha leitura anterior nem tão feliz quanto minha leitura atual). Talvez reler algo, como Morro dos Ventos Uivantes, que marcou minha adolescência, ou Coração das Trevas, que não compreendi bem. (Sim, Crime e Castigo é ainda mais triste que estes livros.) Ademais, essa semana ganhei meu terceiro Os Lusíadas; é possível que seja um recado para eu lê-lo e passar do canto quinto. Ou para devolver o volume que peguei de uma biblioteca.

PS: todos os livros citados, incluindo Os Lusíadas, fazem parte desta coleção da Editora Abril, que recomendo enfaticamente, mesmo sem receber nada por isso. Você fica revoltado porque o presidente do Brasil não tem cultura? Então comece a adquirir cultura você mesmo! De quebra, ainda vai suportar a Veja.


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