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Aberturas de Duck Tales em vários idiomas

sábado, 27 \27\UTC novembro \27\UTC 2010

Eu queria escrever algo interessante aqui, e há muita coisa que até queria comentar, mas no momento tenho consciência da minha irrelevância e ignorância. Além disso, a Internet me pediu para escrever um post cheio de aberturas de Duck Tales em vários idiomas. Refestele-se.

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Eva

segunda-feira, 15 \15\UTC fevereiro \15\UTC 2010

Todos sabem que, algum dia, o Sol se apagará. Entretanto, isso não ocorrerá em bilhões de anos, mas sim de futuro relativamente próximo, em que ainda haverá humanos. No dia que em o Sol apagar, a Humanidade estará condenada, exceto por um casal que escapará, em uma nave, para fora da Terra em resfriamento. Entre complicados paineis de controle, viajarão pelo espaço, apenas os dois. Será a última chance de preservação da Humanidade e, mais do que isso, a última chance de preservação do amor

Conhece essa história? Já leu o livro? Já viu o filme? Certamente não, porque a história é contada assim:

Pois é, é uma canção de axé de ficção científica. Descobre-se cada coisa quando se vai a Porto Seguro

Meu amor
Olha só
Hoje o sol não apareceu

É o fim
Da aventura humana na Terra
Meu planeta adeus
Fugiremos nós dois na Arca de Noé

Mas olha bem, meu amor
O final da odisséia terrestre
Sou Adão e você será…

Minha pequena Eva (EVA)
O nosso amor na última astronave (EVA)
Além do infinito eu vou voar
Sozinho com você.

E voando bem alto (EVA)
Me abraça pelo espaço de um instante (EVA)
Me encobre com teu corpo e me dá
A força pra viver.

Meu amor
Olha só
Hoje o sol não apareceu

É o fim
Da aventura humana na Terra
Meu planeta adeus
Fugiremos nós dois na arca de Noé

Agora vem, meu amor
O final da odisséia terrestre
Eu sou Adão e você será…

Minha pequena Eva (EVA)
O nosso amor na última astronave (EVA)
Além do infinito eu vou voar
Sozinho com você

E voando bem alto (EVA)
Me abraça pelo espaço de um instante (EVA)
Me encobre com teu corpo e me dá
A força pra viver

E pelo espaço de um instante
Afinal, não há nada mais
Que o céu azul
Pra gente voar

Sobre o rio Beirute ou Madagascar
Toda a Terra
Reduzida a nada
Nada mais

Minha vida é um flash
De controles, botões anti-atômicos.
Mais olha, olha bem, meu amor
No final da odisséia terrestre
Eu sou Adão e você será…

Minha pequena Eva (EVA)
O nosso amor na última astronave (EVA)
Além do infinito eu vou voar (eu vou voar)
Sozinho com você (com voce)

E voando bem alto (EVA)
Me abraça pelo espaço de um instante (EVA)
Me encobre com teu corpo e me dá
A força pra viver (pra viver)

Minha pequena Eva (EVA)
O nosso amor na última astronave (EVA)
Além do infinito eu vou voar
Sozinho com você

E voando bem alto (EVA)
Me abraça pelo espaço de um instante (EVA)
Me encobre com teu corpo e me dá
A força pra viver

Essa música, porém, tem mais história ainda. Embora tenha ficado famosa pela interpretação de Ivete Sangalo – digo, para os mais jovens – ela foi gravada pela primeira vez, em português, pela banda Rádio Táxi, como pop rock em 1983. Até há pouco, só conhecia a interpretação da Ivete Sangalo, mas a de Rádio Táxi já se tornou a minha preferida – embora ainda goste da versão pela qual a conheci. Aqui temos o clipe original, mas também recomendo o vídeo abaixo não só pela música, mas até pela montagem visual que, embora amadora, foi feita com considerável capricho.

Por fim, falei que Rádio Táxi gravou a primeira versão em português porque a canção é, na verdade, uma tradução de Eva, uma canção italiana de Umberto Tozzi, gravada em 1982:

Muito curiosamente, já li comentários de italianos dizendo preferir as versões brasileiras. Há também a versão em espanhol, da cantora cubano-porto-riquenha Lissette Álvarez.

E é por isso, pessoas, que parei de ser um daqueles chatos e arrogantes críticos de axé :) Até mais!

The Housemartins

quarta-feira, 30 \30\UTC abril \30\UTC 2008

Quando eu era adolescente, ouvia muito rádio. Uma das minhas rádios preferidas era a Antena 1, uma rádio de músicas estrangeiras dos anos 80 e início dos anos 90, num estilo romântico e popular. A Antena 1 raramente dizia os nomes das músicas que tocava, de modo que eu, que nem inglês sabia, nunca conseguia encontrar referências sobre os artistas e suas canções.

Há mais ou menos um ano, estava na lanchonete Giraffa’s da quadra 210 Norte quando vejo um clipe de uma dessas músicas que eu gostava, mas sobre as quais pouco sabia. Foi quando descobri The Housemartins.

The Housemartins

Da esquerda para a direita: Dave Hemingway, Paul Heaton, Norman Cook, Stan Cullimore

The Housemartins é uma simpática banda inglesa da década de 80. Foi fundada em 1983, na cidade de Kingston upon Hull, quando o vocalista e guitarrista Paul Heaton colocou um anúncio na frente de sua casa convidando interessados em formar uma banda. Candidataram-se o guitarrista Stan Cullimore, o baixista Ted Key e o percursionista Chris Lang. Em 1985, Norman Cook, hoje conhecido como Fatboy Slim, veio a trocar de lugar com Ted Key; algum tempo depois, Chris Lang foi substituído por Hugh Whitaker.

O primeiro grande sucesso do grupo foi Happy Hour. Em 1986, essa música chegou a ser a terceira nas paradas musicais do Reino Unido. No fim desse mesmo ano, lançaram uma versão a capella de Caravan of Love, do grupo Isley Jasper Isley. A música alcançou o primeiro lugar nas paradas musicais, mas foi relativamente malvista entre os fãs, que apreciavam mais o estilo anterior, mais semelhante aos The Smiths. De qualquer forma, em novembro 1987 lançaram o single Build, que é a minha música preferida dentre as deles. Essa canção fez muito sucesso no Brasil, pois foi trilha sonora da novela Bebê à Bordo, da TV Globo; ganhou, por razões evidentes, o infame apelido de “melô do papel”. No Reino Unido, porém, a música alcançou apenas a décima-quinta posição entre as mais tocadas. Nessa época, Whitaker deixa o grupo em termos amistosos, sendo substituído por David Hemingway.

Devido aos crescentes atritos internos, grupo se desmanchou cinco meses após o lançamento de Build. De fato, o próprio clipe de Build já indicava que algo assim iria acontecer: no final do vídeo, aparece, pintado numa parede, a expressão “Housemartins R.I.P.” Entretanto, os membros permaneceram amigos, e eventualmente participavam dos projetos uns dos outros. Paul Heaton e David Hemingway fundaram, posteriormente, o grupo The Beautiful South. Stan Cullumore tornou-se escritor de livros e programas de TV infantis e músico infantil. Hugh Whitaker tentou tocar em várias bandas, mas acabou preso e, após solto, tornou-se um músico local. Norman Cook criou o Beats International e, posteriormente, seguiu sua carreira sob o nome Fatboy Slim.

The Housemartins destoava um pouco das demais bandas inglesas dos anos 80. Freqüentemente eram “denunciados” como uma cópia de The Smiths, mas isso não parece ter muito fundamento: o uso de a capella, as letras mais “certinhas”, a aparência mais nerd, tudo fazia de The Housemartins uma banda diferente. The Housemartins era mais acessíveis às “pessoas comuns” que The Smiths, que eram mais vanguardistas e mais influenciados pelo punk rock. As letras de suas músicas eram marcadas por uma curiosa mistura de cristianismo e marxismo, idéias defendidas por Paul Heaton à época. Suas letras tinham um tom melancólico e suas músicas eram bastante divertidas.

Enfim, chega de falação. Com vocês, The Housemartins, tocando Happy Hour:

Segue Build, a mais conhecida aqui no Brasil:

Enfim, a a capella Caravan of Love, que foi o maior sucesso da banda no Reino Unido:

(Confesso que, em relação a essa música, prefiro a interpretação original dos Isley Jasper Isley)

Por fim, mais algumas referências: a wiki do last.fm e, naturalmente, a Wikipédia, tanto em inglês quanto em português.


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