Archive for the ‘Lifehacking’ Category

Post PPS-like do dia

quarta-feira, 30 \30\UTC julho \30\UTC 2008

Essa história eu ouvi no trabalho. O amigo que me contou disse que ouviu de um cara superconfiável, o que já reduz bastante a confiabilidade da história. De qualquer forma, é bem interessante, mesmo se não for factual.

Na linha de produção de cremes dentais de uma grande empresa, algumas caixinhas de papelão chegavam vazias, sem nenhum tubo de creme dental, às embalagens de atacado. Não era um problema sério: embora essas caixinhas cheguassem mesmo às prateleiras dos mercados, bastava o cliente deixá-las de lado e pegar outra caixinha.

Entretanto, com o advento do Código de Defesa do Consumidor, essa situação tornou-se um problema sério. A empresa, então, contratou dois engenheiros para analisar a situação e propor uma solução. Depois de um bom tempo e alguns milhões de reais gastos, os engenheiros propuseram um sistema no qual as caixinhas passariam por uma balança e, se seu peso não estivesse em uma faixa aceitável, um braço mecânico descartaria a embalagem.

Implantou-se o sistema. Depois de dois meses, foram analisar sua eficácia. As estatísticas eram bastante positivas: nenhuma caixinha vazia chegou ao final da linha de produção! Mas aí alguém nota algo bem estranho: os relatórios indicavam que o novo sistema estava desligado esse tempo todo!

Diretores procuram outros diretores que procuram gerentes que procuram supervisores… até que, enfim, vão perguntar aos funcionários se algo de estranho havia ocorrido. Um funcionário responde:

É, desligamos o sistema. Ele dava muito problema, não funcionava direito, estava reduzindo a produtividade.

Os diretores perguntam, então:

Mas, então, o que vocês fizeram para que as caixas vazias descartadas?

O funcionário fala:

Bem, nós fizemos uma vaquinha e compramos um ventilador. Agora, basta deixá-lo ligado ao fim da linha de montagem que as caixas vazias são jogadas para fora.

RA!

Essa história me parece, no mínimo, enfeitada; entretanto, a técnica faz bastante sentido e, no final, é uma boa fábuloa sobre o do-it-yourself.

Conselho profissional

quarta-feira, 14 \14\UTC novembro \14\UTC 2007

Scott Adams é um cartunista estadunidense. Ele é o criador do personagem Dilbert e sua trupe, é formado em Economia e dono de uma rede de restaurantes.

Além disso, Scott Adams mantém o blog The Dilbert Blog. Nesse blog, ele postou um ótimo texto sobre sucesso profissional, que eu traduzi com ajuda de dois amigos. A tradução segue abaixo.

* * *

Conselho profissional

por Scott Adams

Ontem à noite eu conheci uma supervisora de scripts. Ela trabalha com diretores para garantir que um filme tenha a continuidade certa e que uma cena combine com a próxima. É um trabalho fascinante, no qual se convive com os maiores diretores, roteiristas e celebridades. Não há dois trabalhos iguais. Como se consegue esse tipo de emprego? Ela me disse que graduou em antropologia e simplesmente “caiu nessa” através de uma série de eventos.

Eu conheço a sensação. Eu me especializei em Economia, fiz um MBA, trabalhei num banco, depois numa companhia telefônica, e me tornei um cartunista.

Para cada pessoa que estuda algo específico, como Direito ou Medicina, e efetivamente termina nesse tipo de carreira, eu imagino que haja umas cinco que deixam a sorte escolher suas carreiras. Isso ocorre com mais freqüência do que você pensa, mas não se pode recomendá-lo como uma estratégia de carreira. Ao invés disso, eu recomendo uma fórmula geral para o sucesso. Permita-me explicar.

Se você deseja uma vida medianamente bem-sucedida, isso não precisa de muito planejamento. Apenas mantenha-se longe dos problemas, vá à escola e candidate-se a empregos de que você goste. Entretanto, se você quer algo extraordinário, você tem dois caminhos:

  1. Torne-se o melhor em alguma coisa específica.
  2. Torne-se muito bom (entre os 25% melhores) em duas ou mais coisas.

A primeira estratégia é difícil a ponto de ser quase impossível. Poucas pessoas chegarão a jogar na NBA ou lançar um álbum de platina. Não recomendo a ninguém sequer tentar.

A segunda estratégia é bem mais fácil. Todo mundo tem pelo menos umas poucas áreas nas quais podem ser um dos 25% melhores com algum esforço. No meu caso, sei desenhar melhor que a maior parte das pessoas, mas dificilmente seria um artista. E não sou nem um pouco mais engraçado que o comediante stand-up típico que nunca chegou a ser grande, mas sou mais engraçado que a maioria das pessoas. A mágica é que poucas pessoas sabem desenhar bem e escrever piadas. É a combinação dos dois que torna o que eu faço tão raro. E quando você acrescenta meu background em administração, de repente eu tenho um tópico que poucos cartunistas poderiam esperar entender sem vivê-lo.

Sempre recomendo aos jovens que se tornem bons oradores (entre os 25% melhores). Qualquer um pode fazer isso com prática. Se você acrescentar esse talento a qualquer outro, de repente você é o chefe das pessoas que têm apenas uma habilidade. Ou faz uma graduação em administração, além de sua graduação em engenharia, direito, medicina,
ciências, o que quer que seja. De repente você está no comando, ou talvez você funde sua própria empresa usando seu conhecimento combinado.

O capitalismo recompensa coisas que sejam raras e valiosas. Você se faz raro ao combinar dois ou mais “muito bons” até que ninguém mais tenha a sua mistura. Eu não passei muito tempo com a supervisora de roteiros, mas ficou óbvio que sua habilidade verbal e de escrita está no nível mais alto, assim como suas habilidades interpessoais. Imagino que ela tenha uma grande atenção por detalhes, e talvez algumas outras competências na mistura. Provavelmente nenhuma dessas habilidades dela esteja entre as melhores do mundo mas, juntas, elas fazem um pacote forte. Aparentemente, ela tem sido muito requisitada há décadas.

Pelo menos uma das habilidades da sua mistura deve envolver comunicação, seja escrita ou verbal. E ela pode ser tão simples quanto aprender a vender mais efetivamente que 75% do mundo. Essa é uma. Agora acrescente a isso o que quer que sua paixão seja, e você tem duas, porque isto é a coisa em que você facilmente porá energia suficiente para alcançar os 25% melhores. Se você tem talento para uma terceira habilidade, talvez administração ou falar em público, desenvolva-a também.

Isto soa como um conselho genérico, mas você dificilmente encontraria alguma pessoa bem-sucedida que não tivesse três habilidades entre as 25% melhores.

Quais são as suas três?

* * *

Veja o artigo original em The Dilbert Blog: Career Advice. Estou querendo escrever algo novo aqui, mas o mês de novembro é terrível… Por ora, fiquem com essa tradução que fiz para uma amiga há algum tempo. Não é muito boa, mas serve para encher o espaço vazio até dezembro.


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